segunda-feira, 22 de março de 2010

Suor e talento«Monumento erigido ao arguina«canteiro»





19Jan 07Os verbos dos arguinas
Por OHpositivo - Nuno Oliveira, http://ohpositivo.blogs.sapo.pt/

"O morrão dos arguinas está a farpar a gerigota para o rufo a fim de esfagunhir, o gandiço que os arguinas hão-de rustir ao meio luzeiro" (tradução: O rapaz, servente dos pedreiros, está a rachar lenha para o lume a fim de cozer a comida que os pedreiros hão-de comer ao meio-dia).

"A caneira de moiano é lhega gidaça e não foca o badejo na pildra de soianos" (tradução: A minha esposa é mulher bonita e não dorme na vossa cama).



Esta é a pitoresca, caracterizada e humilde linguagem "calão" ou "gíria" que foi criada e utilizada pelos pedreiros (arguinas), artífices no trabalho da pedra, de Nogueira do Cravo e Santa Ovaia, essencialmente, ao longo de anos, com a finalidade principal de comunicarem entre si sem que, em especial o patrão ou um estranho, se apercebem-se dos seus intuitos. Um acto que demonstra o espírito de solidariedade e corporação profissional que reinava entre eles, daí que durante muitos anos a divulgação e tradução pública da mesma foi evitável, mantendo-se em segredo.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Agostinho da Silva perpetuado em Barca D´Alva com escultura de Eugénio Macedo. Uma excelente iniciativa do Município de Figueira de Castelo Rodrigo. O monumento ainda não foi oficialmente inaugurado, mas já se encontra no local.



Eugénio Macedo acabou de implantar em Barca D´Alva o monumento ao filósofo, ensaísta e escritor Agostinho da Silva.
A iniciativa foi do Município de Figueira de Castelo Rodrigo, que assim presta uma digna homenagem a Agostinho da Silva, um dos mais insignes e representativos filhos da região.
Trata-se de uma escultura da figura de Agostinho da Silva, sentado num banco, em tamanho natural, com vários tipos de granito e que se enquadra, de forma muito feliz, no anfiteatro ao ar livre, do cais do porto fluvial de Barca D´Alva, onde ficará a receber e a dar as boas-vindas aos inúmeros turistas e passantes que ali confluem. Permitindo-lhes que se sentem e descansem ao lado do grande filósofo, fonte inspiradora para meditar em tão bela paisagem ou, se não for esse o caso, apenas para tirar uma fotografia e levá-la como recordação.
É mais uma obra, de belo efeito e de excelente qualidade artística, do escultor e artista multifaceado Eugénio Macedo, que se revela, desde já, mais um exlibris de Barca d´Alva.

José Manuel de Aguiar.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Vila Boa - Erigiu Monumento ao Agricultor, Cinco Quinas Online, 26- 10-2009


No local onde se encontravam seis casas degradadas e quase todas em estado avançado de ruína, surge agora um amplo largo requalificado, onde a atracção principal é o monumento em homenagem ao agricultor.

Tendo em conta que, em meio rural, todas as pessoas já alguma vez trabalharam a terra, a Junta de Freguesia, após aprovação da Assembleia de Freguesia, decidiu prestar tributo a todos aqueles que, com suor e sacrifício, muitas vezes do nascer ao por do sol, souberam arrancar da terra a sobrevivência.

Contactado o mestre Eugénio Macedo, logo retorquiu que o curto espaço de tempo que lhe concedíamos (um mês e meio), não lhe permitiria criar nenhuma escultura, mas, quando lhe comunicámos a intenção de homenagear o agricultor, alegraram-se-lhe as feições, embargou-se-lhe a voz e referiu que “esse ainda não tinha feito” e que essa obra ele teria de executar, nem que, para isso, “tenha de trabalhar dia e noite”. Assim fez, o que prova a grandeza do artista, confidenciando-nos, no fim, que tinha sido o trabalho que mais gozo lhe dera, considerando esta escultura a sua obra-prima do ano.

Vila Boa tem, agora, mais um motivo que justifica uma visita. A elegância, a harmonia, a suavidade dos traços deixados pelo escultor só serão devidamente apreciados no local. Nenhuma fotografia, por evoluída que seja a máquina, dispensará uma observação ao vivo. Mesmo que não consiga encontrar nenhum motivo para vir a Vila Boa, o simples facto de também você, leitor, sentir apreço por quem trabalhou ou ainda trabalha a terra, encontrará, lá bem no fundo, uma chamamento que o levará também a si a prestar uma justa homenagem ao agricultor.

Visite-nos, verá que valerá a pena!

Por: António Dinis


Eugénio Macedo: Jornal Nova Guarda, de 21-10-2009, Monumento em homenagem ao agricultor, Vila Boa, Sabugal.



segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Junta de Freguesia de Vila Boa - Sabugal: Monumento ao Agricultor e Brasão de Vila Boa, por Eugénio Macedo. 2009














Parabéns aos promotores do monumento:

Alexandre Pereira Morgado

António Joaquim Dinis

Jorge Miguel Proença Tracana




Assim é que se apoia a cultura e os artistas!



domingo, 25 de outubro de 2009

Poema escrito pelo padre G. P. a mestre Eugénio Macedo.



O BOMBEIRO


Eugénio Macedo          
olhou o penedo
e viu, dentro dele,
aquele segredo
que mais ninguém vê,
se olha à flor da pele
da arte se descrê.

Sempre a obra medra
na ideia sonhada…
Lá dentro da pedra,
estava um bombeiro
que subia a escada,
garboso e ligeiro.
Ninguém via nada.

Com escopro e cinzel,
Eugénio Macedo,
desbasta, a granel,
o grande penedo.
Esboça-lhe um corpo,
talha o capacete:
com cinzel e escopro,
põe-lho no topete.
As mãos nos varais,
os pés nos degraus,
atento aos sinais,
que parecem maus
uma missão cumprida
que é “vida por vida”!

Arte é sempre gala!
Com buril ou broxa,
nunca a obra é fátua…
No cepo ou na rocha,
há sempre uma estátua
preciso é tirá-la.

Padre G. P.