quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vila Boa - Sabugal: O imparável Eugénio Macedo conclui mais um monumento em granito de Figueira de Castelo Rodrigo, desta feita em homenagem ao Trabalhador. Outubro de 2009.

Veja aqui a execução integral da obra.
















"Por cada obra que mestre Eugénio Macedo procria, cria ou esculpe, mais perceptível se torna a sua crescente preocupação de rigor, apuro e asseio na arte escultórica, doseando um classicismo, sabiamente assumido, com a modernidade merecedora de que lhe chamemos assim. Este monumento ao Agricultor, a edificar em Vila Boa – Sabugal, é disso exemplo paradigmático.
Repare-se na delicadeza de formas, na leveza, na harmonia e beleza de que é capaz o cinzel deste Mestre.
É mais uma obra que muito valoriza a estatuária sabugalense.
Intencionalmente não a descrevo e mesmo a sua publicação é um incentivo para que os leitores a vão visitar ao vivo, no local onde se encontra. (Vila Boa – Sabugal.)
Depois, aproveitem para respirar o bom ar e degustem as iguarias gastronómicas nos variados restaurantes da região."

José Manuel de Aguiar.


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Conversando com Eugénio Macedo , Cinco Quinas online 09-10-2009. Meimão; Soito; Sabugal; Figueira de Castelo Rodrigo; Barca D´ Alva.


Conversando com Eugénio Macedo


O Cinco Quinas esteve na freguesia do Meimão, para ver mais uma obra de um escultor bem conhecido da nossa região, e que é o autor de centenas de esculturas espalhadas pelas freguesias do concelho do Sabugal, falamos de Eugénio Macedo

Eugénio Macedo nasceu há 47 anos, e quis o destino trazê-lo até terras de Riba-Côa, mais propriamente até ao Soito, onde residiu alguns anos. O escultor reside, actualmente, em Figueira de Castelo Rodrigo com a sua esposa, Ina Barbosa, e tem dois filhos do anterior casamento.

O mestre Eugénio Macedo é o autor de centenas, quiçá, de milhares de obras espalhadas pelo concelho (a estátua do “Bombeiro” do Sabugal, a escultura da Nossa Senhora da Graça, o “Touro que está no Soito, o D. Sancho, em Alfaiates, etc.), pelo país e além fronteiras (Eugénio Macedo fez uma escultura de um bacalhoeiro, encomendado pela comunidade portuguesa que reside no Canadá). Para além de esculturas, em vários tipos de materiais, também se dedica à pintura.

A sua fixação na vila do Soito, ainda que por breves anos, deve-se a um acaso do destino. Saiu de Lisboa com o objectivo de seguir caminho até à vizinha Espanha. Contudo, a carrinha em que se deslocava avariou no Soito, onde decorriam as Festas em Honra de S. Cristóvão e, como tal, teve que ficar alguns dias até que o seu meio de locomoção ficasse arranjado. Devido ao ambiente de festa e à hospitalidade com que foi recebido pelas gentes da terra, os poucos dias que pensava ficar por cá, transformaram-se em anos.

Uma mente fervilhante, ansiosa por revelar o que esconde nos recantos do seu subconsciente, e que vê na arte, o meio de comunicação com o exterior, do que lhe vai na alma.

Neste momento encontra-se a fazer uma escultura encomendada pela Junta de Freguesia de Vila Boa, em homenagem ao “Agricultor”, que será entregue no dia 18 de Outubro. Para além da escultura que realizou no Meimão, encontra-se a ultimar outra em homenagem ao pensador, filósofo e escritor Agostinho da Silva (placa comemorativa do centenário do seu nascimento, 13 de Fevereiro de 1906), uma escultura de corpo inteiro em granito amarelo, que está a ser feita ao vivo em Barca D’Alva, no extremo norte do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.

Cinco Quinas (CQ) – Onde nasceu, ou melhor, de onde é natural?
Eugénio Macedo (EM) – É uma resposta malcriada, mas eu vou responder-te. Em cima da terra, debaixo do céu.

CQ – Mas de onde é que veio?
EM – A minha mãe disse-me que vim dela. Eu nasci com os olhos fechados, por isso não posso responder a esta pergunta.

CQ – Então não nos vai dizer onde nasceu….
EM – Nasci em cima da terra…

CQ – Então como é que veio parar ao Soito?
EM – Esta história já a contei várias vezes. Eu vinha de Lisboa, em direcção a Espanha e a carrinha avariou no Soito, no cruzamento da Nave para o Soito, e fui até ao Soito para arranjar a carrinha. Foi na altura das Festas de S. Cristóvão, e pronto lá fiquei. Conheci a Ti Anita, uma pessoa espectacular, que me arranjou uma casa por cinco dias, que acabaram por ser dez dias e que depois se tornaram em alguns anos.

CQ – Quantos anos é que residiu no Soito?
EM – Cerca de quatro/cinco anos. Não sou muito bom com datas.

CQ – Quantos filhos tem?
EM – A minha ex-mulher disse que eram meus, por isso tenho dois.

CQ – Quando é que lhe surgiu o gosto pela pintura e pela escultura?
EM – Isto não é gosto nenhum…é masoquismo. Mas surgiu em pequeno, como estudei Publicidade e Jornalismo fui trabalhar para a TV Globo na realização de cenários, e aí é que dei conta que tinha um certo sentido para este tipo de actividades. Não defino a escultura como arte, nem defino a pintura como arte. Eu defino a arte como aquele elemento que muda comportamentos. Por acaso, ou por acidente ou mesmo por estupidez, ainda não consegui incutir nas pessoas que convivem comigo de que a arte é uma MUTAÇÃO DO COMPORTAMENTO. Tenho este fracasso…eu assumo, mas como eu ainda não morri, pode ser que eu ainda consiga mudar isso.

CQ – Sabemos que é autor de várias esculturas que se encontram no concelho. Qual foi a primeira que fez?
EM – A primeira ou a mais importante?

CQ – A primeira e a mais importante…
EM – A primeira não fiz e a mais importante ainda estou para fazer.

CQ – Ainda se lembra de alguns trabalhos que fez no concelho?
EM – Esses trabalhos são insignificantes, são trabalhos esporádicos. Eu não chamo isto de trabalho, mas sim freelancer. A obra-prima, que não é a tia (risos), mas sim prima, ainda hei-de lá chegar. Mas já fiz milhares de esculturas.

CQ – Que esculturas é que está a fazer para além desta, que já terminou?
EM – Estou a fazer uma escultura em homenagem ao “Agricultor” para a Junta de Freguesia de Vila Boa, que é para entregar no dia 18 de Outubro. Estou a finalizar uma escultura de corpo inteiro do filósofo Agostinho da Silva, uma obra importantíssima para mim, em Figueira de Castelo Rodrigo, Barca D’Alva.

CQ – Essencialmente, que tipo de materiais é que utiliza?
EM – Desde o vento até ao céu. Não tenho dificuldades em manipular os materiais.

CQ – O vento é um bocadinho complicado de manipular?
EM – Depende, se pusermos um vidro e tal…consegue-se se fazer (risos).

CQ – Mas pelo que podemos ver trabalha muito com pedra?
EM – A pedra é uma fatalidade, não é uma coisa adquirida. Mas foi uma fatalidade, porque quando eu cheguei ao Soito, olhei para o lado e disse: “Bem…só tem pedra, então trabalhamos a pedra”.

CQ – E a pintura, onde é que ela se encaixa?
EM – Já me arranjaram outro problema. A pintura para mim é uma reserva que eu tenho no coração. Todos os dias pinto quando me deito. Os melhores quadros que eu pintei foi em sonho, e os melhores quadros que eu vou pintar serão em sonho.

CQ – Pretende voltar a morar no concelho do Sabugal?
EM – Não sei qual foi o blog que eu vi que dizia: “Eugénio Macedo volta ao concelho”. Eu não consigo ausentar-me do Sabugal, arranjei grandes amigos e para mim é um dos melhores pedaços do mundo. Mas como eu já disse por várias vezes, eu no concelho do sabugal não consigo produzir, não consigo achar as coisas de que necessito para produzir. Mas todas as vezes que eu regresso é sempre uma festa, porque a única dificuldade que eu tenho, mesmo, é em arranjar o produto para produzir.

CQ – Quem é o Eugénio Macedo?
EM – É um indivíduo complicado e que não tem futuro.

Ver aqui Cinco Quinas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Cinco Quinas Online, 7-10-2009. Meimão – Penamacor. Escultura em homenagem ao emigrante e imigrante. Monumento só será iaugurado oficialmente em Agosto de 2010, na presença de todos os emigrantes.

Clique aqui para ver notícia online
Ver fotos do Cinco Quinas







Foi inaugurada a obra em homenagem aos emigrantes e imigrantes naturais da freguesia do Meimão, no passado dia 3 de Outubro. O padre César foi o pároco de serviço que realizou a Missa Campal e abençoou a escultura.

A Serra de Malcata, o rio e o emigrante/imigrante encontram-se representados nesta escultura realizada pelo mestre Eugénio Macedo, que aproveitou e requalificou da melhor forma, um antigo poço existente no espaço onde a escultura foi erigida.
Esta escultura há muito tempo que vinha sendo pensada, mas “só mesmo no fim do mandato é que foi possível conclui-la”, referiu o Presidente da Junta de Freguesia do Meimão, Francisco Campos. “Uma das razões que me levaram a fazer este monumento, e que levaram a Junta de Freguesia a fazer este monumento foi deixar uma homenagem a todos os emigrantes, e também ao meu pai, pois também ele foi emigrante. E este monumento é para aqueles que nos visitam todos os anos pela altura do Verão, e para que não se esqueçam da terra que os viu nascer”, acrescentou o Presidente. Contudo, esta escultura também é dedicada a todos aqueles que “vão para fora cá dentro”, ou seja, aos que se encontram imigrados dentro do país. Com a ideia bem definida daquilo que queria ver representado nesta obra, e depois de ouvir falar muito, e bem, do escultor Eugénio Macedo, Francisco Campos contactou por via telefone o escultor e transmitiu-lhe a ideia que queria e passado dez minutos já tinha um e-mail do mesmo com o esboço da escultura pretendida. E, depois, foi por mãos à obra. “Ele (Eugénio Macedo) conseguiu ler os meus pensamentos, que foi homenagear os emigrantes, uma serra a jorrar água, uma fonte e tapar um poço. A obra está realmente muito bonita” acrescentou o Presidente da Junta.
A inauguração simbólica realizou-se no passado dia 3 de Outubro, contudo, só será inaugurada oficialmente em Agosto de 2010, com a presença de todos os emigrantes.

Por: LRC

Imagem do jornal mensário Cinco Quinas

domingo, 4 de outubro de 2009

Jornal o Interior: Município de Figueira de Castelo Rodrigo encomendou monumento a mestre Eugénio Macedo. Escultura homenageia Agostinho da Silva em Barca d’Alva





Uma escultura de corpo inteiro vai ser erigida em Barca d’Alva, no extremo Norte do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, por iniciativa do município que desta forma pretende homenagear o pensador e escritor que viveu naquela localidade ribeirinha do Douro.
Em Barca d’Alva existe já uma placa comemorativa do centenário do nascimento do filósofo, tendo este monumento sido executado ao vivo pelo mestre escultor Eugénio Macedo durante a Feira de Actividades Económicas figueirenses que terminou no domingo. A escultura é em tamanho real de granito amarelo e já está em fase de acabamento. Eugénio Macedo é autor de vários monumentos e conjuntos escultóricos, designadamente no Sabugal, onde viveu durante algum tempo. Agostinho da Silva nasceu no Porto a 13 de Fevereiro de 1906, esteve preso no Aljube (Lisboa) devido a polémicas com o Estado Novo e optou por se exilar no Brasil, onde co-fundou as universidades federais de Paraíba e Santa Catarina e a Universidade de Brasília.
Antes disso, até 1928, cursou Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo concluído a licenciatura com 20 valores, após o que começou a colaborar na revista “Seara Nova” até 1938. Em 1929, com apenas 23 anos, defendeu a sua dissertação de doutoramento sobre “O Sentido Histórico das Civilizações Clássicas”, doutorando-se “com louvor”.
Em 1931 foi para Paris, tendo estudado na Sorbonne e no Collège de France, de onde regressou para leccionar, em 1933, no ensino secundário em Aveiro até 1935, altura em que foi demitido do ensino oficial por se recusar a assinar a Lei Cabral, que obrigava todos os funcionários públicos a declararem por escrito que não participavam em organizações secretas e, como tal, subversivas.
Faleceu em Lisboa, a 3 de Abril de 1994, porém, deixou uma vasta obra, que inclui textos pedagógicos, ensaios filosóficos, novelas, artigos, poemas, estudos sobre história e cultura e as suas reflexões sobre a religião.

José Domingos in Jornal o Interior de 20-08-2008

Jornal 5 Quinas online. Inaugurado, ontem, monumento ao emigrante em Meimão, no coração da Serra da Malcata. Eugénio Macedo, sempre a trabalhar, não pôde estar presente.

Clique aqui para ver o Cinco Quinas online

Clique aqui para ver blogue do monumento ao E(i)migrante

Meimão – Monumento em homenagem aos emigrantes




Ontem, pelas 11 horas, na aldeia do Meimão foi inaugurado um monumento que homenageia os emigrantes e imigrantes espalhados pelo mundo fora e por Portugal.

Esta obra realizada pelo escultor Eugénio Macedo (autor de várias obras feitas em pedra existentes no concelho, como por exemplo o “Bombeiro”, que está na rotunda na cidade do Sabugal) vai ser descerrada amanhã, com a realização de uma Missa Campal, presidida pelo Padre César.

Esta cerimónia contará com a presença do Presidente da Câmara de Penamacor, Domingos Torrão, Jorge Seguro (primo de José Seguro que inaugurou a estátua do “Bombeiro”, no Sabugal) e do Presidente da Junta de Freguesia do Meimão, Francisco Campos.



Este monumento trata-se de uma obra hidráulica, que resulta do aproveitamento de um poço ali existente e, tem como objectivo principal a requalificação desse mesmo espaço. Para além disto, pretende homenagear as comunidades de emigrantes espalhadas pelo mundo fora e todos aqueles que “vão para fora cá dentro” (imigrantes).
 

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Munumento ao Emigrante, de Meimão, esculpido por Eugénio Macedo.






















Mais um excelente monumento esculpido pelo imparável e inigualável mestre Eugénio Macedo. Meimão, Setembro de 2009.


domingo, 30 de agosto de 2009

Meimão / Penamacor - 2009. Estudo do Monumento ao (I)Emigrante. Escultura em granito executada pelo escultor Eugénio Macedo.

Clique no título para ver tudo sobre esta escultura.
 

Eugénio Macedo esculpe dois monumentos em simultâneo: o E(i)migrante, Meimão e Agostinho da Silva, Barca D´Alva.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Eugénio Macedo,Agostinho da Silva,Nova Guarda,Foz Côa,escultura em granito

Edição de 19-08-2009 SECÇÃO: Região Ensaísta recordado em Barca D’Alva Uma escultura para homenagear Agostinho da Silva Quem visitou a 12ª Feira das Actividades Económicas de Figueira de Castelo Rodrigo pode ver Eugénio Macedo a executar ao vivo a escultura de Agostinho da Silva, que irá ser colocada em Barca D’Alva, aldeia onde o filósofo, poeta e ensaísta português viveu alguns anos. O projecto é do Município de Figueira, que vai homenagear Agostinho da Silva com a instalação da escultura naquela localidade, onde, de resto, foi já descerrada uma placa comemorativa do centenário do seu nascimento, em 2006. De um grande bloco de granito está a nascer uma escultura em homenagem a Agostinho da Silva, um grande pensador que viveu alguns anos em Barca D’Alva, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. A peça está a ser trabalhada por Eugénio Macedo, um artista multifacetado com trabalho reconhecido. Trata-se de um projecto da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, que pretende prestar uma homenagem ao filósofo, colocando uma escultura de Agostinho da Silva em Barca D'Alva, onde, de resto, também já existe uma placa comemorativa do seu centenário, descerrada durante as comemorações dos 250 anos da Região Demarcada do Douro. A escultura deve ficar pronta em breve, estando a sua inauguração prevista para antes das eleições Autárquicas de 11 de Outubro. Segundo o artista, a escultura “tem tamanho real” e é esculpida em granito de Figueira. Para a criar, Eugénio Macedo não se serviu de qualquer maqueta ou molde. Este escultor de grandes dimensões e desafios faz a escultura de imediato no granito, acreditando num resultado “muito positivo”. Neste momento, Eugénio Macedo está a executar, em simultâneo, uma outra escultura para Meimão, que deverá entregar no início de Setembro. Nesta localidade do concelho de Penamacor, a Junta de Freguesia pretende homenagear os emigrantes com uma escultura de três metros de altura, que tem estado a ser moldada por Eugénio Macedo. Infância em Barca D’Alva Nascido no Porto a 13 de Fevereiro de 1906, George Agostinho Baptista da Silva viveu os primeiros anos da sua vida em Barca D’Alva, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Estudou no Porto, onde se formou em Filologia Clássica, e, depois de passar pela Escola Normal Superior de Lisboa, foi para Paris, como bolseiro. Com 27 anos, regressou a Portugal para dar aulas no Liceu de Aveiro, onde esteve apenas dois anos, acabando por ser demitido por questões políticas. Esteve preso no Aljube (Lisboa) devido a polémicas com o Estado Novo e a Igreja Católica, optando por se exilar no Brasil, onde co-fundou as universidades federais de Paraíba, Santa Catarina e Brasília. Agostinho da Silva morreu a 3 de Abril de 1994, em Lisboa, deixando uma vasta obra, que inclui textos pedagógicos, ensaios filosóficos, novelas, artigos, poemas, estudos sobre História e cultura e as suas reflexões sobre a religião. O seu pensamento combina elementos de panteísmo, milenarismo e ética da renúncia, afirmando a liberdade como a mais importante qualidade do ser humano. Pode ser considerado um filósofo prático e empenhado, através da sua vida e obra, na mudança da sociedade. Por: Fátima Monteiro

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Eugénio Macedo em frente do cartaz promocional da homenagem ao mestre Agostinho da Silva. Figueira de Castelo Rodrigo, Agosto de 2009.

Eugénio Macedo, esculpindo ao vivo, em plena Feira das Actividades Económicas de Figueira de Castelo Rodrigo, Agosto de 2009.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Notícia: Eugénio Macedo já está a escolher o bloco de granito com que vai executar o monumento em homenagem ao filósofo Agostinho da Silva.

O monumento será esculpido ao vivo na Praça de Figueira de Castelo Rodrigo e depois será transportado para Barca D´Alva, onde perpetuará um dos mais insignes filhos da Região. Parabéns aos autarcas que apoiam este evento e, em especial ao mestre Eugénio Macedo. O maior artista que conheço.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Confraria do Bucho Raiano. Uma mais-valia para a Região Transcudana.

Foi formalmente constituída por escritura pública, no dia 6 de Maio de 2009, a Confraria do Bucho Raiano, que tem como objectivo divulgar o bucho da zona raiana do Sabugal. Assinaram a escritura de constituição da Confraria do Bucho Raiano os seis confrades que mais têm estado ligados às actividades da agremiação: Paulo Leitão Batista (Sabugal), José Carlos Lages (Ruivós), Paulo Terras Saraiva (Castanheira), António Chorão (Aldeia da Ponte), José Carvalho Morgado (Soito) e Horácio Caramelo Pereira (Sabugal). A escritura da associação seguiu-se ao registo da mesma junto do Registo de Pessoas Colectivas, o que já havia sucedido em 26 de Fevereiro deste ano. Ainda que só agora se tivesse formalmente fundado, a Confraria vinha já reunindo ocasionalmente e tinha mesmo realizado quatro almoços de divulgação do bucho raiano, dois em Lisboa e dois no concelho do Sabugal. A Confraria do Bucho Raiano tem como fins a divulgação do bucho como peça gastronómica de excelência das terras de Riba Côa. A associação será gerida por uma Chancelaria, tendo como órgão máximo o Capítulo e como órgão fiscalizador o Conselho de Vedores. Os estatutos prevêem a aprovação futura de um Regulamento Interno pelo qual se definirão as usanças a que se sujeitarão os confrades nas cerimónias e noutros actos oficiais que venham a realizar-se. Por enquanto e até à realização de eleições para os órgãos sociais a Confraria será gerida por uma Comissão Instaladora de que fazem parte todos os elementos fundadores que assinaram a escritura de constituição da associação. Câmara Municipal do Sabugal atribui Louvor de Incentivo à Confraria do Bucho Raiano Na reunião de 6 de Março de 2009 o executivo da Câmara Municipal do Sabugal deliberou, por unanimidade, atribuir um «Louvor de Incentivo à Confraria do Bucho Raiano», pelo trabalho desenvolvido na divulgação do concelho e do património gastronómico. O bucho confeccionado à moda da raia sabugalense é uma das peças gastronómicas mais genuínas do concelho do Sabugal. A sua confecção, com mais ou menos osso e com mais ou menos colorau espanhol, obedece a uma receita que começou por ser familiar e é reconhecida por uma tradição de décadas. Um grupo de sabugalenses, onde se destaca Paulo Leitão Batista como grande mentor da ideia, decidiu organizar um primeiro almoço que reuniu cerca de 80 participantes na Casa do Concelho do Sabugal em Novembro de 2007. À volta de um prato composto por batatas, grelos e bucho, os convivas conversaram e discutiram ideias para dar início e materializar a constituição de uma Confraria que legitimasse, dignificasse e promovesse o Bucho Raiano. Ficou, assim, decidido que seria constituída legalmente a Confraria do Bucho Raiano, com estatutos próprios que defendessem e preservassem o bucho raiano. Para manter viva a tradição os confrades decidiram, igualmente, a realização de dois almoços anuais: um na região de Lisboa no mês de Novembro e um no domingo gordo (Carnaval) no concelho do Sabugal. José Carlos Lages Informações adicionais: http://capeiaarraiana.wordpress.com

quarta-feira, 6 de maio de 2009

1995/ 2006 Alguns Monumentos de Eugénio Macedo

BREVE ALUSÃO DAS OBRAS MAIS REPRESENTATIVAS DE EUGÉNIO MACEDO NOME: MESTRE EUGÉNIO MACEDO Natural de Angola, nacionalidade portuguesa, nascido no dia 5 de Janeiro de 1962. Residente: Soito, Sabugal. ALGUNS MONUMENTOS EDIFICADOS EM TERRITÓRIO NACIONAL: CIDADE DE COIMBRA: 1-ESTÁTUA DE SANTO ANTÓNIO. MONUMENTO COMEMORATIVO DO OITAVO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO SANTO ANTÓNIO, EDIFICADO NA CAPELA JUNTO DA MATA NACIONAL DE VALE DE CANAS. ( UMA INICIATIVA PARTICULAR DO DR. JOSÉ MANUEL DE AGUIAR E DO SR. ARLINDO PEREIRA DAS NEVES, Que contou com o apoio da Junta de Freguesia dos Olivais e das populações....desde o Tovim ao Roxo incluindo Vale de Canas, Casal e Ribeira da Misarela ).( 1996) CIDADE DO SABUGAL: 1- MONUMENTO DA NOSSA SENHORA DA GRAÇA. ( GRANITO) (1999) Mandado edificar pela Câmara Municipal do Sabugal) 2- DOIS MONUMENTOS AO BOMBEIRO VOLUNTÁRIO. (GRANITO) ( UM EDIFICADO EM FRENTE DO TRIBUNAL E OUTRO NA ROTUNDA PRINCIPAL)(2001) (2005) ( CÂMARA E JUNTA DE FREGUSIA DO SABUGAL) 3- RÉPLICA DO PELOURINHO DO SABUGAL.(GRANITO) (INTEGRALMENTE EXECUTADO POR EUGÉNIO MACEDO APARTIR DE UM DESENHO CENTENÁRIO EXECUTADO POR UM JUIZ DO SABUGAL NO SÉCULO XIX) (2001) (Mandado edificar pela Câmara Municipal do Sabugal) CASTELO BRANCO: 1- MONUMENTO AO BOMBEIRO.(GRANITO) (1996)( Mandado edificar pela Construtora Soares da Costa, SA.) CIDADE de PINHEL: 1- PADROEIRA DA CIDADE.(GRANITO) (Nossa Senhora dos Anjos) (2005) ( Mandada edificar pelo pároco local) VILAR MAIOR: 1- PAINEL E EPITÁFIO GRANÍTICO MONUMENTAL. ( HOMENAGEM ÀS VÍTIMAS QUE SOCUMBIRAM NUMA MACABRA EXPLOSÃO DE FOGUETES OCORRIDA NA VÉSPERA DAS FESTIVIDADES LOCAIS EM 1971) ( MANDADO EDIFICAR EM 1998 PELA JUNTA DE FREGUESIA COM O APOIO DA POPULAÇÃO) ALFAIATES: 1- ESTÁTUA DE DOM DINIS.(GRANITO)( 1996) ( MANDADA EDIFICAR POR ANÓNIMO BENFEITOR) CASTELO MENDO: 1- ARTISTA CONVIDADO PARA A RECUPERAÇÃO E RESTAURAÇÃO INTEGRAL DESTA VILA MEDIEVAL ( PROMOVIDO PELO IPPAR) ALDEIA VELHA: 1- MONUMENTO A SÃO JOSÉ. (GRANITO)(1997) ( Iniciativa da Junta de Freguesia) SOITO SABUGAL: 1- TOURO EM GRANITO.( 8 TONELADAS)( NA MONUMENTAL PRAÇA DE TOIROS DO SOITO) ( 1995) ( INICIATIVA DA POPULAÇÃO DO SOITO SABUGAL) 2- BOMBEIRO VOLUNTÁRIO. ( QUARTEL DOS BOMBEIROS DO SOITO) ( Iniciativa dos Bombeiros Voluntários do Soito Sabugal) ( 1997) ALDEIA DO BISPO: 1- SANTO ANTÃO. (1999) ( Junta de Freguesia) NAVE REDONDA: 1- SANTO AMARO (1996) ( Iniciativa do pároco local e apoio da população) OBRAS NO ESTRANGEIRO: FRANÇA: a) Erquy, BRETANHA: Estátua monumento AO OBELIX ( escultura em granito 2004) ( Organismo responsável pela rota de turismo da bretanha) b) LA ROCHE SUR YON: NAPOLEÃO DE BONAPARTE. (2004) (Iniciativa Particular) RESTAURO DE MONUMENTOS: LAGEOSA DA RAIA: Recuperação integral dos altares principal e mor em talha dourada e dos santos. CASTELO MENDO Restauro integral da igreja medieval de Castelo Mendo. BRAGA. Igreja n/ identificada. Todos estes restauros foram encomendados pelas comissões fabriqueiras das respectivas igrejas. O Artista está, ainda, representado em inúmeras colecções particulares, estabelecimentos comerciais e hoteleiros, com diversos trabalhos de escultura em diversos materiais, pintura, vitrais, frescos, com destaque para a arte sacra, etc. etc. A sua vasta obra digna de reconhecimento será objecto, por si só, de outra abordagem, onde não minguarão, por certo, as fontes para um profundo trabalho sobre este Artista multifacetado...